Plano de Saúde cobre teste PCR para Covid-19?

Os Planos de Saúde estão trabalhando com algumas regras, para eventuais emergências durante a pandemia no combate do novo Coronavírus. Sabemos que desde o início da pandemia, muitas dúvidas e incertezas surgiram, dentre elas pode-se citar o teste PCR, que comprova se a pessoa está com o vírus.

Algumas pessoas ficam em dúvida se vale a pena pagar um convênio de saúde, oferecido por uma operadora de plano de saúde, ou talvez seria melhor guardar o dinheiro para usar quando precisar. Porém você irá pagar um valor para se proteger de infortúnios, como exames, internações, consultas e emergências.

Claro que o valor desembolsado todos os meses não é baixo, ainda mais quando não é usado sempre, porém tudo o que ele proporcionar, irá valer a pena.

Desde março, o Brasil vem enfrentando um grande problema, não somente na saúde, mas na economia, pois o país parou para tentar enfrentar um vírus até então, desconhecido.

Uma das formas para evitar seu contágio, é a sua detecção precoce, e a eficácia dos testes estão fazendo a diferença nesse momento.

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprova dois tipos de testes para detectar a presença do vírus no organismo do indivíduo.

O primeiro deles, o qual já foi incluído no protocolo como obrigatório, e utilizado desde março deste ano, é o chamado RT-PCR. Considerado como o teste padrão, ele irá detectar a partícula de DNA do vírus, e se houver presença do material genético do SARS-COV2, ele será captado, e o resultado positivo.

Por menor que seja esse material genético, o teste irá detectar, devido a isso é considerado o mais preciso, além de ser o que possui o valor mais alto. O teste poderá ser realizado a partir do 3° dia após o início dos sintomas.

Outra maneira de detectar o vírus é com a Sorologia, os testes rápidos, os quais são feitos através de exames de sangue, onde irá detectar se há presença de anticorpos. O seu resultado poderá sair em 10 minutos, e ele irá indicar se a pessoa já teve, ou se está com o vírus.

Planos de Saúde x Coronavírus

Em um momento difícil, muitas pessoas estão se sentindo desamparadas, e a grande maioria procura uma corretora de Plano de Saúde para ter uma cobertura completa. Tudo isso, sem imaginar que a saúde enfrenta um grande desafio atualmente.

Neste momento, é importante que cada cidadão saiba dos direitos do consumidor, e o mais importante, prevenir-se. Pois, se todos ficarem doentes juntos, não há lei que faça aumentar o número de leitos para que todos sejam atendidos.

Os planos ambulatoriais irão oferecer exames, consultas e caso o seu plano for hospitalar, sua internação estará garantida, nos momentos de precisão. Atualmente as operadoras de Planos de Saúde, já oferecem o serviço completo, permitindo que a pessoa tenha todo esse apoio.

Caso houver um paciente testado positivo para Covid, com um bom plano de cobertura, e no hospital onde ele será levado não tiver vaga disponível na UTI, a regra é levar o paciente para outro hospital.

Quando a pessoa contrata um plano, o prazo para utilização do mesmo é de 24 horas, ou seja, se ela contrair o vírus hoje, no dia seguinte já poderá usufruir de seus benefícios. Isso ocorre, pois o Coronavírus está sendo considerado como uma urgência e os contratos frisam que podem ser atendidos em um período de 24h após contratar o plano.

Mesmo com toda facilidade oferecida, a população não poderá deixar afrouxar as medidas de prevenção. Esses benefícios só serão válidos se não houver um colapso no Sistema de Saúde e todos poderão ser atendidos conforme necessitam.

É importante lembrar que os planos não poderão se sobressair através da fraqueza do cliente e forçar seus serviços aproveitando da ignorância do indivíduo. Querer usar da situação para vender serviços mais caros, que vão além do orçamento do cidadão, não serão aceitos.

Os Convênios poderão cobrir o Teste PCR?

Em agosto de 2020, a ANS (Agência Nacional de Saúde) incluiu na lista de diversos Convênios Médicos, testes que detectam a presença do novo coronavírus. Essa obrigatoriedade demorou para ser aprovada, pois no início da pandemia, não tinham a certeza que o exame era realmente eficaz.

O teste aprovado é o sorológico, o qual além de detectar a presença do vírus, poderá analisar se o indivíduo já teve a doença, através da presença ou não de anticorpos. Para que o exame seja liberado, o paciente deverá apresentar síndrome gripal, ou síndrome respiratória aguda grave (SARA), com oito dias de sintomas.

Não haverá cobertura para aqueles que não apresentarem os sintomas, que estão somente fazendo um controle de cura, pré-operatório, ou aqueles que tiveram contato com alguém que testou positivo.

Para que as pessoas consigam justificar o pedido do teste, será necessário apresentar todos esses critérios acima.

Para muitos Especialistas, o exame sorológico é inferior ao teste PCR, porém eles são importantes para auxiliar na obtenção do diagnóstico.

Além de ser um método mais barato e mais acessível para grande parte da população.

Em muitos casos, quando os sintomas já ultrapassaram a data certa para fazer o exame PCR, o sorológico irá detectar se há ou não a presença do vírus.

Mesmo apresentando melhores resultados, os Planos de Saúde, juntamente com a ANS não aprovaram o teste PCR, para seus clientes. Somente o médico poderá encaminhar para que seja realizado o exame sorológico, fundamentando os sintomas que o paciente apresenta.

Vale ressaltar que, estamos vivendo um momento novo onde muitas maneiras de tratamento que visam a diminuição do contágio, ainda estão em testes. Portanto, a melhor maneira para evitar transtornos, é a prevenção.

Evitando contato com pessoas que estão com sintomas de gripe, lave as mãos com frequência, use lenço descartável para higiene nasal, máscara quando precisar sair de casa, além de evitar aglomerações. Deixe os ambientes sempre ventilados, não esqueça do álcool em gel sempre que não puder lavar as mãos com água e sabão.

Com os cuidados básicos, você irá evitar que o vírus se propague ainda mais, protegendo as pessoas que estão ao seu redor, além de outros problemas respiratórios que também podem ser prevenidos.