O Fim do Ensino Médio e os Vestibulares – Como Equilibrar a Atenção dos Alunos?

As gerações mudam e o ensino precisa acompanhar essa evolução para que possa transferir as informações necessárias em cada estágio de aprendizado. Isso não é novidade para ninguém, mas o que fazer com os estudantes no fim do ciclo básico da educação e que são bombardeados de decisões sobre o futuro

Muitos estudantes concluem o ensino médio sem saber o que vão fazer no futuro profissional. Isso ocorre pois alguns já têm alguma atividade profissional para colaborar em casa ou mesmo por falta de maturidade. Essa situação é normal e não deve ser atacada.

Outros, por imposição dos pais, optam por carreiras que vão abandonar no futuro, até que finalmente eles encontrem aquilo que lhes dão prazer e sustento.

E como fica a vida na sala de aula?

O último ano do ensino médio é bem complicado, seja por uma pressão da sociedade para que o aluno defina ali o seu futuro, seja para o professor que precisa prender a atenção dos estudantes que já estão com a cabeça fora da escola.

Nesta hora, talvez seja o caso das delegacias de ensino proporem uma mudança radical, saindo do lado teórico e migrando para 100% da prática.

Sim!

São muitos anos sentados em sala de aula sem praticar boa parte do conteúdo que é ensinado. Isso faz com que milhares de alunos não tenham ideia das possibilidades que podem se abrir no futuro profissional.

A questão dos recursos financeiros precisam ser levados em conta, sempre! Contudo, a parceria com o setor privado poderia permitir a professores de química, física ou biologia, por exemplo, a levar seus alunos a exposições, eventos específicos e palestras.

Editoras e livrarias poderiam promover feiras de livro e concursos literários em parceria com professores de língua portuguesa, inglesa ou espanhola.

E as famosas feiras estudantis, sim elas existem, permanecem em circuitos restritos e não chegam ao público geral.

Para este último item, as escolas deveriam propor e convidar a participação de pais e parceiros para apresentar suas rotinas em diversas profissões aos estudantes do último ano.

Promovendo esse intercâmbio, eles terão outras ideias para definir o seu futuro profissional, vão saber quais são os cursos que estão em alta, quais as atividades que estão sendo extintas, ampliando os seus horizontes

São ideias um tanto quanto utópica, mas que permitiriam aos estudantes experimentar, observar e ter referências para decisões tão importantes.

Atualmente, estudantes do último ano só falam sobre o vestibular, como é a prova do ENEM, fazem simulados e são obrigados a decidir por uma carreira futura. E o que isso provoca?

No ensino público secundário, milhares de alunos trocando de cursos, perdendo anos importantes de suas vidas e gerando gastos públicos. No ensino particular, abandonos e frustrações.

Na prática, o aprendizado é muito mais valioso!