Trânsito: Passado, Presente e Futuro

O trânsito chegou “ontem” na vida do homo sapiens com a invenção da roda. A partir da roda, os meios de transporte foram modificados para atender a necessidade de se ganhar tempo, garantir agilidade e mobilidade. Mas ainda não formamos uma cultura que privilegie a preservação da vida.  Não fomos preparados para este mundo motorizado, mecanizado, alucinado e em constante modificação.

A educação no trânsito deve começar cedo. A impressão que temos é que o indivíduo só começa a se preocupar com as informações sobre o trânsito quando está na época de “tirar a carteira de motorista”. Aí é aquele corre–corre, aulas teóricas, legislação de trânsito, aulas práticas, tudo muito rápido porque precisa da carteira. Aprende-se muito rápido, tudo decorado, coisa que muito rapidamente se esquece.

O trânsito faz parte de nossas vidas, mas infelizmente à importância dada a este assunto não parece tão grande. Já nos habituamos com os noticiários sobre acidentes envolvendo imprudência e bebidas alcoólicas, ou a pressa de chegar, os carros em péssimas condições de uso, enfim, tudo que levam aos acidentes horríveis.

No Brasil, anualmente, mata mais do que todas as guerras no mundo. Apenas no ano de 2010 foram (quarenta mil) mortes e milhares de mutilados. Contudo, não são apenas campanhas de conscientização que irão diminuir as mortes no trânsito. Não podemos trabalhar a educação de maneira superficial baseada apenas na informação.

Não basta sinalizar as vias públicas ou colocar radares nas avenidas. Poderíamos viver em um país perfeito com várias sinalizações, mas sempre terá um infrassor, pois é preciso educar para o trânsito; devemos agir com responsabilidade, respeitando as leis de trânsito e passando adiante. Quem é que não sabe que não se deve furar o sinal vermelho? Ou que é imprudente transitar em alta velocidade? Todos sabem, todos estão “carecas de saber”.

Só diminuirão as mortes no trânsito, quando forem executadas ações que terão resultados futuros, a médio e longo prazo. Campanhas ajudam, isoladas não resolvem. Para que saibam os efeitos de suas atitudes, é preciso informar e para que compreendam, é preciso educar. Entretanto, para que mudem o comportamento, é preciso que assumam suas responsabilidades por seus atos.

A mudança se baseia na educação, passo fundamental para resolver esse problema. O trânsito é compromisso de todos. Todo cidadão deve ter consciência de seus deveres e direitos enquanto condutor e pedestre. A vida nos faz um grande apelo. Olharemos essa realidade com “outros olhos”, como cidadãos conscientes na busca pela preservação da vida.

Até lá, estaremos apenas sobrevivendo. E lembre-se pensar no presente é construir o futuro.

Escrito pelos estudantes de Engenharia Civil da Faculdade AEMS: Luís Felipe Silva Lopes, Ana Bertucci, Jhean Lucas Donatoni, Jose Mara de Lima, Allan Henrique.

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