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Tratamento para Engravidar Pode Contar com Gesto Altruísta

Diversos casais têm dificuldade em engravidar naturalmente, com diversos problemas alterando a fertilidade do casal e suas chances de gestação. Em alguns casos, um tratamento para engravidar pode surtir efeito, mas em outros é necessário recorrer à doação de gametas.

A doação de espermatozoides é mais comum, mas as mulheres também podem realizar uma ovo doação e ajudar uma outra mulher a realizar o sonho de se tornar mãe com a doação de gametas. O gesto é altruísta e anônimo, com o sigilo garantido. A mulher que receberá os óvulos não pode conhecer e não tem nenhuma informação sobre a doadora e vice-versa. Pagar pelos gametas é proibido, mas a receptora pode financiar o tratamento realizado para a doação.

Como é feito o procedimento?

Para realizar a doação, a mulher deve buscar uma clínica de fertilização que ofereça o serviço como tratamento para engravidar. Após análise da doadora, ela passa a ter seus ovários estimulados através de hormônios, afim de produzir mais óvulos e com melhor qualidade. Parte dos óvulos gerados são então colhidos. A receptora também recebe hormônios no período, para o espessamento do endométrio.

Em laboratório, os óvulos coletados são inseminados artificialmente com o espermatozoide do marido da receptora. Após 3 a 5 dias de desenvolvimento em laboratório, o embrião é transplantado para o útero da receptora. Para doar parte dos óvulos, a mulher precisa assinar um termo no qual explicita a doação, concordando que não terá direito nenhum sobre a criança que poderá ser gerada através de seu gameta e com o tratamento para engravidar. Além disso, a doadora deve:

  • Ter menos de 30 anos;
  • Não ter doenças infectocontagiosas;
  • Não possuir histórico de doenças genéticas na família;
  • Tipo físico e sanguíneo compatível com o da receptora;
  • Bom potencial ovariano.

Antes do tratamento para engravidar ser realizado, o casal receptor passa por entrevistas psicológicas, uma vez que devem estar cientes de que a criança gerada não deve ser tratada de forma diferente só por não compartilhar do material genético da manhã. A doadora por sua vez, também recebe orientação psicológica, uma vez que não terá nenhum contato com a criança que possa ser gerada a partir de seu óvulo e ter desprendimento é necessário nessa situação.

A Fertilização in Vitro nos Casos de Infertilidade Feminina

Cerca de 33% dos casos em que os casais são incapazes de conceber envolvem alguma forma de infertilidade relacionada à mulher. Alguns casos são devido a fatores biológicos enquanto os outros casos podem ser atribuídos a acontecimentos durante a vida ou comportamentos que dificultam a concepção. Muitas vezes, este problema pode ser corrigido através de clínicas de fertilidade e com informações corretas. Infertilidade feminina e outras formas de infertilidade podem ser tratadas usando vários métodos graças à tecnologia atual. Um desses métodos é a fertilização in vitro, ou FIV.

A ciência médica está constantemente testando novas soluções para ajudar as pessoas que estão lidando com a infertilidade. A fertilização in vitro tem sido capaz de ajudar as mulheres que, por algum motivo, não conseguem engravidar. Embora a primeira técnica de fertilização in vitro tenha sido realizada na Inglaterra em 1978, o primeiro sucesso na fertilização in vitro foi nos Estados Unidos e aconteceu em 1981. Desde então, a fertilização in vitro tem possibilitado o nascimento de milhares de bebês todos os anos no Brasil.

A FIV é um procedimento médico onde o esperma de um homem é introduzido no óvulo da mulher sobre uma placa de meio de cultura onde é então fertilizado depois de aproximadamente 40 horas, sendo que todo o processo é feito em laboratórios altamente qualificados para tal fim. Após esse período, o ovo é verificado para ver se a fertilização de fato ocorreu. O processo de FIV é um método também conhecido como reprodução assistida. Após o óvulo da mulher ser fertilizado, o embrião é então transferido para o útero e então se desenvolve normalmente.

Durante os primeiros anos da fertilização in vitro, e por vezes ainda hoje, as crianças nascidas desta técnica são referidas como “bebês de proveta”. O primeiro bebê de proveta nasceu na Inglaterra em 1978. A FIV é normalmente usada como um tratamento quando uma mulher bloqueou as trompas de falópio (contracepção), teve as trompas severamente danificadas ou possui alguma má formação nas mesmas. No entanto, pode também ser utilizada quando a pessoa que tenta conceber tem endometriose ou se o homem tem uma baixa contagem de esperma. Há também momentos em que a fertilização in vitro é utilizada quando os métodos e medicamentos usados visando a fertilidade falharam.

A fertilização in vitro tornou possível para as mulheres, que antes achava que eram incapazes de conceber uma criança, se tornarem mães de seus filhos nascidos naturalmente. Até mesmo as mães com idade superior a 40 anos têm uma taxa de sucesso de cerca de 13% com a fertilização in vitro. Nota-se que a saúde reprodutiva não é tudo o que deve ser levado em conta se tratando de fertilização assistida. Se a mulher enfrenta outros problemas médicos, estes podem levantar um problema. Um certo número de condições, tais como saúde, idade e histórico médico devem ser considerados antes de fazer a FIV ou qualquer outro procedimento relacionado.