Porque apostar em arquitetura paisagista?

Uma casa é um local especial, por isso tem tanta gente poupando uma vida inteira para conseguir comprar uma casa. Para além de ser um lugar de pertença é o local onde passamos grande parte do tempo daí a importância da arquitetura paisagista.

Muitas das casas, no entanto, não têm o seu espaço devidamente aproveitado, especialmente no que diz respeito à parte exterior. Muitas vezes por falta de conhecimento ou por se achar que aquela zona, em particular, não é assim tão importante. Mas através da arquitetura paisagista é possível transformar esses espaços em algo fantástico. Neste artigo enumeramos algumas razões porque deve ter um projeto de arquitetura paisagista.

Melhora o aspeto

Um projecto de arquitetura paisagista vai melhorar o aspeto da sua casa. A conjugação de cores, formas e diferentes texturas vai fazer com que este local se torne um espaço ainda mais radiante. E isto, mais do que ser belo para os visitantes, é belo para você que habita no mesmo

 

Aproveita espaços “abandonados”

Mesmo espaços pequenos por vezes podem ser bastante interessantes. Ao requalificar esses espaços, transformando-os, está a dar uma nova vida e utilidade a áreas da casa.

 

Equilibra os elementos

Muitas vezes quando tentamos cuida do nosso espaço até conseguimos colocar coisas engraçadas nos mesmos. Mas por vezes falta um pequeno toque que una os diferentes elementos, filtrando aqueles que não fazem sentido, de forma a que todo o espaço fique equilibrado!

 

Valoriza o seu imóvel

Ter espaços cuidados é uma excelente forma de valorizar o seu imóvel. Um dos primeiros locais que um comprador vê são os espaços exteriores da sua casa. O fato de existir uma aposta em paisagismo faz com que esteja tudo harmonizado, o que pode ser um factor decisivo no valor percebido pelo comprador.

 

Torna-o mais atrativo

Quando falamos de espaços comerciais faz sentido. Isto faz com que aumente as probabilidades de efectuar negócio, o que acaba por ser um investimento que faz todo o sentido.

 

Eleva a sua autoestima

Estar num local onde se sente bem não tem preço. O local onde vivemos diz muito sobre quem somos e a forma como nos sentimos, tendo uma influência direta neste ponto. Olhar para a beleza de um jardim cuidado revigoriza qualquer um!

 

Neste artigo percebemos porque é relevante apostar em paisagismo ou arquitetura paisagista na sua casa. Assim, vemos que através da arquitetura paisagista é possível otimizar os espaços da sua casa, tornando-a mais especial e valiosa!

 

Site de Perguntas e Respostas – Início, Crescimento e Novos Serviços

Os sites de perguntas e respostas surgiram como uma opção para aqueles que querem ter onde fazer perguntas e ter suas dúvidas respondidas por outros usuários. Os sites de perguntas e respostas se tornaram bastante populares por que apresentaram uma opção de geração de conteúdo que geralmente não encontramos em editais revistas e jornais – isso porque é um conteúdo gerado pelos próprios usuários comuns sem ligação com patrocinadores e outros meios que poderiam tornar a informação de alguma forma superficial ou parcial.

O início dos sites de perguntas e respostas

Talvez o grande representante desse tipo de site seja o Yahoo Respostas. Surgido na década passada, o Yahoo Respostas fez muito sucesso ao disponibilizar um espaço para que pessoas que criassem uma conta pudessem publicar uma pergunta sobre algum dos assuntos permitidos através de categorias. Assim graças ao grande movimento de pessoas, as perguntas eram respondidas rapidamente e por isso proporcionavam grande satisfação e ajuda àqueles que procuravam a solução rápida de seus problemas do dia a dia ou queria apenas jogar conversa fora e ouvir a opinião de outras pessoas.

Crescimento

Com o tempo, outros sites de perguntas e respostas surgiram e eles passaram a desempenhar um papel de rede social, em que os usuários interagem uns com os outros mais do que apenas responder as perguntas – assim ferramentas como mensagem pessoal, mensagens privadas, murais, fotos de perfil entre outras foram adicionadas.

Outro fator de grande importância e comum nestes sites é o sistema de pontuação que auxilia com que conteúdo de qualidade seja produzido esteja em destaque dentro do site. Isso porque os usuários participam votando no conteúdo que eles mais gostam e conteúdo com mais votos ganha mais destaque dentro do site. Estes votos, assim como outras ações dentro do site, se transformam em pontos que vão sendo adquiridos pelos usuários. Dessa forma quanto mais um usuário participar e colaborar de forma positiva para o site de perguntas e respostas, mais pontos ele ganha. Usuários com mais pontos são facilmente vistos como os mais experientes e valorizados na comunidade.

Novos serviços

Tudo isso gera um desejo de colaboração e participação o que faz com que um site de perguntas e respostas seja bastante popular ainda nos dias de hoje. Mesmo depois de muito tempo após o primeiro grande líder desse segmento, o Yahoo Respostas, ter sido lançado, hoje um grande nome que caminha neste sentido é o site Gloove. O Gloove desde que foi lançado conseguiu atrair uma grande quantidade de usuários graças ao seu layout ágil, responsivo e intuitivo, administração eficiente e as inúmeras ferramentas que o site proporciona, o que o tornou em um ambiente agradável de convívio onde os usuários participam colaborando gerando conteúdo de qualidade.

Se você deseja participar de um site de perguntas e respostas, ou mesmo quer apenas visitar um e saber como ele funciona, talvez o Gloove seja a melhor opção.

Cotidiano e Seus Perigos

Se alguém perguntar a você quais são os principais perigos que você e sua família estão expostos dentro de casa, provavelmente você logo irá pensar em eletricidade, o consumo indevido de remédios sem prescrição médica ou até mesmo em intoxicação alimentar. Entretanto, o que quase ninguém imagina é que existem produtos que já são parte tão constante do nosso dia a dia que não chamam mais a nossa atenção para potenciais riscos a nossa vida e a saúde.

Já ocorreu com você de te contarem sobre algum caso e você dizer “isso não pode ter acontecido” ou “isso nunca aconteceria comigo”? Com certeza sim, mas estamos todos sujeitos a tudo. E coisas absolutamente inesperadas podem acontecer.

No lar

Você pode ter se mudado para um apartamento novo, e esse apartamento tem redes de proteção antigas, mas não ligar para isso, mas já imaginou como isso pode ser perigoso? Existem muitos casos de pessoas que apenas por tropeçar, acabaram quase perdendo suas vidas em acidentes domésticos. E com isso não se brinca.

Não é só porque você não tem crianças em casa ou animais que você não deve se preocupar em trocar sempre que necessário as redes de proteção de seu apartamento. Estamos sujeitos a tropeções, tonturas, ressacas, qualquer coisa e nunca se sabe quando ter ou não ter uma boa rede de proteção instalada em seu apartamento pode significar as nossas vidas.

Pesquise bem

Esteja sempre preocupado com sua segurança, procure lojas especializadas nesse tipo de produto, procure por uma empresa de redes de proteção, onde sempre vai ter um profissional para te auxiliar na escolha do produto específico para seu apartamento, e não arrisque, com a segurança não existem exceções. Cuide sempre de você e das pessoas que você gosta. E lembre-se: a segurança vem em primeiro lugar

Os Três Tipos de Garantia do Consumidor no CDC

Existem dentro do direito do consumidor brasileiro três maneiras de garantir bens e serviços prestados ao consumidor. São mecanismos de garantia do consumidor a garantia legal, a garantia contratual e a garantia estendia, as quais serão aqui abordadas.

A garantia legal é a imposta por lei, obrigatória a todos os fornecedores, comerciantes e prestadores de serviço. Está prevista no art. 26 do Código de Defesa do Consumidor, onde permite ao consumidor reclamar vício do produto ou serviço num prazo de 30 dias se o bem for classificado como não durável (art. 26, I CDC), ou até 90 dias se o bem for classificado como durável (art. 26, II CDC), sempre contados da efetiva entrega do bem ou serviço (art. 26, §1º CDC). Esses prazos devem ser direcionados a vícios de fácil constatação, visto que no caso de vícios ocultos, o prazo começa a contar a partir da percepção do mesmo (art. 26, §3º CDC).

Outra forma de garantia ao consumidor é a contratual, que possui cunho meramente privado e bilateral, visto que ela não é imposta legalmente, e sim, convencionada entre as partes do ato da aquisição do contrato principal. Mesmo assim, a garantia contratual está positivada no art. 50 do Código de Defesa do Consumidor com o cunho de servir de norma complementar à garantia legal.

Isso quer dizer que a parte fornecedora não é obrigada a oferta-la, mas poderá convencionar livremente o prazo, e as condições de cobertura de seu produto ou serviço. Como a garantia contratual pos sui caráter complementar, deve-se ressaltar que o prazo para se socorrer a esse tipo de garantia começa a fluir a partir da data de emissão da nota fiscal, e só após o decurso do tempo garantido, se contará a garantia legal.

Já a garantia estendida é na verdade um seguro adquirido pelo consumidor e nesses casos, poderão existir de duas formas:  na primeira hipótese, o seguro de garantia estendida poderá prever cobertura somente após o decurso da garantia contratual; enquanto a segunda hipótese permite que o prazo de acionamento da garanta estendida conte concomitantemente ao da garantia contratual, entretanto, oferecendo mais amplitude de cobertura.

Referências Bibliográficas

TARTUCE, Flávio; NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Manual de Direito do

Consumidor, Direito Material e Processual, Volume Único. 3ª ed. Rio de Janeiro:

Forense: São Paulo: Método, 2014.

BOLZAN, Fabrício. Direito do Consumidor Esquematizado. São Paulo, 2013.

MIRAGEM, Bruno. Curso de direito do consumidor. São Paulo, 2015.

Considerações Jurídicas Sobre a Prisão em Flagrante

A palavra flagrante deriva do termo latim flagrare que tem como significado “queimar” e “arder”. Assim com leciona Fernando Capez

É o crime que ainda queima, isto é, que está sendo cometido ou acabou de sê-lo […] é, portanto, medida restritiva de liberdade, de natureza cautelar e processual, consistente na prisão, independente de ordem escrita do juiz competente, de quem é surpreendido cometendo, ou logo após ter cometido, um crime ou uma contravenção (CAPEZ, Curso de Processo Penal, 22ª ed., Saraiva, 2015, p. 320).

O autor ainda faz menção aos autores José Frederico Marques e Mirabete, respectivamente:

Flagrante delito é o crime cuja prática é surpreendida por alguém no próprio instante em que o delinquente executa a ação penal ilícita (Elementos de direito processual penal, cit., 1. ed., p.64).

Flagrante é o ilícito patente, irrecorrível, insofismável, que permite a prisão do seu auto, sem mandado, por ser considerado a ‘certeza visual do crime’ (Código de Processo Penal interpretado, cit., 5. ed., 1997, p. 383).

Espécies de flagrante

Existe dentro da doutrina do direito processual penal brasileiro o estudo de nove “modalidades” que possa caracterizar ou que se pense caracterizar o flagrante. São eles:

a) Flagrante próprio: é o aludido pelo art. 302, I e II CPP, ou seja, aquele em que o agente é surpreendido cometendo o delito ou quando a acaba de cometer. Vale ressaltar que a expressão “acaba de cometer” deve ser interpretada como sendo o momento absolutamente imediato ao da ação delituosa, pois não suporta intervalo de tempo entre a conduta e a captura do individuo, mesmo que mínima.

b) Flagrante improprio: está preconizado no art. 302, III CPP, que caracteriza o flagrante improprio como sendo aquele em que há perseguição contra o agente logo após a conduta delituosa, o que lhe imputa a presunção de ser o autor da mesma. Mais uma vez, a interpretação da expressão trazida, no caso, “logo após”, precisa ser precisa. No caso do flagrante improprio, o “logo após” admite intervalo de tempo, que é nada menos do que a perseguição policial em tempo necessário contra individuo suspeito. Esse intervalo de tempo se incumbe desde a chegada da polícia o local, seguido da colheita de provas, até a efetiva perseguição e captura.

Ponto que deve haver destaque é a desmistificação do praz ficto de 24 horas popularmente aludido erroneamente. Não há preclusão tempestiva em relação à persecução dos atos acima listados para a legalidade da prisão em flagrante, sendo ele improprio.

c) Flagrante presumido: vem elencado no art. 302, IV CPP, que diz respeito à prisão em que o sujeito é preso, logo depois de cometer a infração, com objetos e/ou documentos que ensejam ser matéria do crime, ou seja, qualquer objeto ou documento que levante a presunção de indícios de autoria contra aquele individuo.

A lei não exige, como no flagrante improprio, que haja perseguição, limitando-se apenas à captura de individuo com instrumentos e/ou documentos de características suspeita. A expressão utilizada neste instituto é a “logo depois”, que, segundo a doutrina, deve ser entendida como situação que possibilita maior lapso temporal do que a expressão “logo após” contida no instituto do flagrante improprio. Assim é o entendimento também de Magalhães Noronha (1981, p. 160) quando afirma que “embora as expressões dos incisos III e IV (art. 302, CPP) sejam sinônimas, cremos que a situação de fato admite um elastério maior ao juiz na apreciação do ultimo, pois não se trata de fuga e perseguição, mas de crime e encontro, sendo a conexão temporal daquela muito mais estreita ou intima”.

Assim, afim de que não se faça pleno o entendimento, tem-se que a expressão “acaba de cometê-la”, quando empregada, estar-se-á a falar de flagrante próprio, pois significa que a prisão foi realizada imediatamente após a ocorrência da conduta delituosa; Outrora, a expressão “logo após” será sempre conexa com a ideia de flagrante improprio, uma vez que admite um lapso temporal entre a ocorrência da ação delituosa e da prisão em flagrante, comportando ainda a perseguição policial; Em outra vertente, tem-se a expressão “logo depois”, característica do flagrante presumido, onde se comporta um lapso temporal superior ao do flagrante improprio.

d) Flagrante compulsório: não sendo especificamente uma modalidade de flagrante, mas sim o entendimento de como deverá ocorrer, tem-se, primeiramente, o flagrante compulsório. Por não se tratar de mera modalidade e sim circunstancia, o flagrante compulsório incidirá em toda e qualquer hipótese elencada no art. 302 CPP, uma vez que traz a obrigação da autoridade policial ou de seus agentes de efetuar a prisão sem que possa usufruir de qualquer discricionariedade sobre este ato. Assim é a redação do art. 301, segunda parte, CPP.

Art. 301.  Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.

e) Flagrante facultativo: Paradoxo ao flagrante compulsório, este instituto (art. 301, CPP) traz a faculdade de efetivar a prisão em flagrante, entretanto, como já se viu que a autoridade policial e seus agentes possuem obrigação de assim a realizarem, o flagrante facultativo é direcionado somente aos civis, às pessoas comuns do povo, uma vez que possuem direito de “[…] prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”.

f) Flagrante provocado ou preparado: segundo Damásio de Jesus (1988, p. 176) citado por Capez (2015, p.322) “ocorre crime putativo por obra do agente provocador quando alguém de forma insidiosa provoca o agente à prática de um crime, ao mesmo tempo em que toma providencias para que o mesmo não se consume”, ou seja, em outras palavras, quando alguém tenta forjar uma tentativa afim de incumbir flagrante à terceiro, quando o “provocador induz o autor à prática de um crime, viciando a sua vontade, e, logo em seguida, o prende em flagrante” (Capez, 2015, p. 323).

Obviamente trata-se de crime impossível, conforme entendimento pacífico do STF em sua Súmula 145: “Não há crime, quando a preparação do flagrante pela policia torna impossível a sua consumação”. Este também é o entendimento da jurisprudência do TJSP, conforme cita Capez (2015, p. 323):

Somente na aparência é que ocorre um crime exteriormente perfeito. Na realidade, o seu autor é apenas um protagonista inconsciente de uma comédia. O elemento subjetivo do crime existe, é certo, em toda sua plenitude, mas, sob o aspecto objetivo, não há violação da lei penal, senão uma insciente cooperação para a ardilosa averiguação da autoria de crimes anteriores, ou uma simulação, embora ignorada pelo agente, da exterioridade de um crime” (RT, 689/333).

Se o agente policial induz ou instiga o acusado a fornecer-lhe a droga que no momento não a possuía, porém saindo do local e retornando minutos depois com certa quantidade de entorpecentes pedido pelo policial que, no ato da entrega lhe dá voz de prisão, cumpre reconhecer a ocorrência de flagrante preparado (RT, 707/293).

g) Flagrante esperado: aqui tem-se que a atividade policial ou de terceiro comum é apenas de aguardo e não de induzimento ou preparo do flagrante, uma vez que nenhuma situação fora falsamente arquitetada. A prisão do flagrante esperado é plenamente cabível e legal, e assim já se posicionou o STJ ao dizer que “não é flagrante preparado quando a ação policial aguarda o momento da pratica delituosa, valendo-se de investigação anterior, para efetivar a prisão, sem utilização do agente provocador” (RSTJ, 10/389).

h) Flagrante prorrogado: Capez (2015, p. 323) cita a este instituto como sendo previsto na Lei n. 12.850/2013 em seu art. 8º (Lei do Crime Organizado).

Art. 8o  Consiste a ação controlada em retardar a intervenção policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações.

  • 1oO retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público.
  • 2oA comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações que possam indicar a operação a ser efetuada.
  • 3oAté o encerramento da diligência, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações.
  • 4oAo término da diligência, elaborar-se-á auto circunstanciado acerca da ação controlada.

E afirma que

[…] neste caso, portanto, o agente policial detém de discricionariedade para deixar de efetuar a prisão em flagrante no momento em que presencia a prática da infração penal, podendo aguardar um momento mais importante do ponto de vista da investigação criminal ou da colheita de prova (CAPEZ, Curso de Processo Penal, 22ª ed., Saraiva, 2015, p. 323).

  1. i) Flagrante forjado: Nas palavras de Capez, é a circunstancia em que

[…] os policiais ou particulares criam provas de um crime inexistente, colocando, por exemplo, no interior de um veículo substancia entorpecente. Neste caso, além de, obviamente, não existir crime, responderá o policial ou terceiro por crime de abuso de autoridade (CAPEZ, Curso de Processo Penal, 22ª ed., Saraiva, 2015, p. 324).

Flagrante x Modalidade de crimes

Trata-se aqui sobre o reflexo da prisão em flagrante sob as perpendiculares das espécies de crimes que suportam especificações. São as seguintes situações:

a) Flagrante x crime permanente: o flagrante irá se estender até que se cesse a permanência da ação criminosa, conforme disposto no art. 303, CPP e entendimento do STJ, respectivamente:

CPP, art. 303.  Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.

[…] enquanto não cessada a permanência, perdura o flagrante ensejador da prisão (RHC 2.469-4-RJ, DJU, 8 mar. 1993, p. 3128).

b) Flagrante x crime habitual: não é cabível a prisão em flagrante uma vez que, em tese, o crime habitual se aperfeiçoa somente com a repetição da conduta criminosa. Entretanto, esse não é o entendimento de Mirabete (2013, p.357) citado por Capez (2015, p. 325), que afirma que “não é incabível a prisão em flagrante em crime habitual se o agente é surpreendido na prática do ato e se recolhe, no ato, provas cabais da habitualidade”.

c) Flagrante x crime de ação penal privada: o art. 301 CPP não especifica se o flagrante é especifico de uma das modalidades de ação, sendo assim, admissível também à ação de iniciativa privada. Uma vez preso o agente, o ofendido deverá prosseguir com a lavratura de seu auto e oferecer peça de queixa-crime no prazo de cinco dias, sob pena de relaxamento.

d) Flagrante x crime continuado: Segundo Capez (2015, p. 325) “existem várias ações independentes, sobre as quais incide, isoladamente, a possibilidade de se efetuar a prisão em flagrante”.

Sujeitos do flagrante

a) Sujeito ativo: considera-se sujeito ativo do flagrante quem de fato efetua a prisão, podendo ser a autoridade policial, seus agentes, ou as pessoas comuns à sociedade, como possibilidade nossa lei processual penal.

b) Sujeito passivo: já o sujeito passivo é o individuo que é detido na situação de flagrância, sendo ela própria, impropria, ou presumida. A priori, pode ser qualquer pessoa, com exceção dos inimputáveis (menores de 18 anos – art. 228, CRFB, 27 CP), os diplomaras estrangeiros, o presidente da República (art. 86, §3º CRFB), o agente que socorre vítima de transito (art. 301, CTB), e todos os que se apresentarem à autoridade após a ocorrência da conduta.

Outras exceções quanto ao sujeito passivo esta subordinada à possibilidade de ser concebida a fiança. Em sentido contrário, estão passíveis de serem autuados em flagrante, desde que no rol dos crimes inafiançáveis, os membros do Congresso Nacional (art. 53, §2º CRFB), os deputados estaduais (art. 27, §1º CRFB), os magistrados (art. 33, II, LONMP).

O advogado se submete à prisão em flagrante somente por motivo de exercício de sua função, em caso de crimes inafiançáveis, conforme art. 7, §3º da Lei n. 8.906/94).

Auto de prisão de flagrante

Competência

A autoridade competente é em regra a autoridade policial, ou seja, o delegado da circunscrição onde foi efetuada a prisão, e não no lugar do crime. Entretanto, não havendo autoridade no local onde foi efetuada a prisão, o capturado será logo apresentado à do lugar mais próximo, conforme redação do art. 308 CPP.

Art. 308.  Não havendo autoridade no lugar em que se tiver efetuado a prisão, o preso será logo apresentado à do lugar mais próximo.

Se a captura do agente se dá em outra circunscrição, pode o auto de prisão em flagrante ser aí lavrado, visto que a autoridade policial não exerce o ato de jurisdição, devendo, entretanto, ser dirigida a comunicação ao juiz da comarca onde o crime se consumou (RT, 687/334).

No entanto, deve-se frisar que o fato de o auto ser lavrado em local diverso daquele em que ocorreu a prisão não acarreta qualquer nulidade (cf. RT, 658/292).

Se a infração penal estiver prevista no Código Penal Militar, o auto deverá ser lavrado pela autoridade, ou seja, pelo oficial militar, que será também o presidente do inquérito militar. Entretendo, na hipótese de homicídio doloso contra civil o flagrante será lavrado pelo delegado de policia.

Prazo

O prazo para lavratura do auto de prisão em flagrante está designado pelo art., 306, §§ 1º e 2º CPP:

Art. 306.  A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.

  • 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública.
  • 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas.

A nota de culpa é peça inicial do auto de prisão em flagrante e sua função é informar ao preso o motivo concreto de sua prisão. Dessa forma, a ausência da nota da culpa gera nulidade absoluta, resultando no relaxamento da prisão.

Procedimento

O procedimento da lavratura do auto de prisão em flagrante dar-se-á pelas seguintes orientações:

a) As partes (condutor, testemunhas e conduzido) deverão ser entrevistadas pela autoridade policial anteriormente à lavratura e, se convicto, deverá ratificar ou não a ordem de prisão.

A não ratificação da ordem de prisão pela autoridade policial não caracteriza relaxamento de prisão, uma vez que não foi oficializada sua determinação, restando ao individuo o caráter de “detido”;

b) A única possibilidade de o auto não ser ratificado será pela atipicidade, ou se o crime decorre do principio de bagatela, ou ainda se houver claramente uma das hipóteses de exclusão de antijuridicidade. A hipótese deste ultima deve ser muito bem observada e mostrar clareza quanto à sua justificação uma vez que nessa fase o que vigorará será o principio do in dubio pro societate, ou seja, na ocorrência de dúvidas sobre a possibilidade de não haver a ratificação da ordem de prisão, o auto deverá ser lavrado mesmo assim;

c) Como visto, às luzes do art. 306 CPP, a autoridade policial tem o dever de, imediatamente, comunicar ao juízo competente, ao Ministério Publico, e à família o local onde a pessoa encontra-se presa;

CRFB, art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

LXIII – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;

d) No decurso da elaboração do auto será tomado o depoimento do condutor, assim como sua assinatura. O condutor recebe uma cópia do termo que por ele fora assinado, mais o recibo de entrega do preso;

CPP, art. 304.  Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, após cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando, a autoridade, afinal, o auto.

  • 1o  Resultando das respostas fundada a suspeita contra o conduzido, a autoridade mandará recolhê-lo à prisão, exceto no caso de livrar-se solto ou de prestar fiança, e prosseguirá nos atos do inquérito ou processo, se para isso for competente; se não o for, enviará os autos à autoridade que o seja.
  • 2o A falta de testemunhas da infração não impedirá o auto de prisão em flagrante; mas, nesse caso, com o condutor, deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas que hajam testemunhado a apresentação do preso à autoridade.
  • 3oQuando o acusado se recusar a assinar, não souber ou não puder fazê-lo, o auto de prisão em flagrante será assinado por duas testemunhas, que tenham ouvido sua leitura na presença deste.

e) Não será admitida a transferência do preso pelo condutor a terceiro, em nenhuma hipótese, ou seja, somente o próprio condutor poderá realizar a apresentação;

f) Após a o depoimento do condutor e a entrega do recibo do termo do preso, colhe-se o depoimento das testemunhas que acompanharam a condução, sendo exigido o numero mínimo de duas testemunhas, podendo o condutor sendo uma delas. Cada testemunha, após prestar seu depoimento, lançará sua assinatura em termo próprio e será liberada;

g) Ausente testemunhas, o termo deverá ser assinado pelo condutor e mais duas pessoas, pelo menos, que testemunharam a apresentação do preso à autoridade policial;

h) Os depoimentos de todas as partes serão tomados isoladamente e transcritos em termos próprios, incomunicáveis aos outros, e reunidos somente no final das oitivas para a formação do auto;

i) A incomunicabilidade entre as testemunhas deverá ser assegurada pela autoridade policial, não somente entre si, mas também perante o condutor;

j) Depois de realizada a oitiva das testemunhas, a autoridade policial deverá seguir com o interrogatório do acusado, alertando-o sobre seu direito de permanecer em silencio. O termo do interrogatório do acusado também é isolado e próprio e devera anteceder a lavratura do auto de prisão em flagrante;

k) Realizada as oitivas do condutor, das testemunhas, da vítima, e o interrogatório do acusado, o auto de prisão em flagrante será lavrado e encerrado pelo escrivão, assinado pela autoridade policial após a junta de todos os termos previamente obtidos.

l) Se houver recusa das testemunhas ou ofendido de assinar o devido termo, será permitido que a autoridade judicial designe pessoa a assinar o termo devidamente lido ao depoente.

CPP, art. 216. O depoimento da testemunha será reduzido a termo, assinado por ela, pelo juiz e pelas partes. Se a testemunha não souber assinar, ou não puder fazê-lo, pedirá a alguém que o faça por ela, depois de lido na presença de ambos.

Entretanto, se a recusa ou impossibilidade partir do acusado, deverá adoptar-se o procedimento previsto no art., 304, §3º CPP.

CPP, art. 304.  Apresentado o preso à autoridade competente, ouvirá esta o condutor e colherá, desde logo, sua assinatura, entregando a este cópia do termo e recibo de entrega do preso. Em seguida, procederá à oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo, após cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando, a autoridade, afinal, o auto.

  • 3oQuando o acusado se recusar a assinar, não souber ou não puder fazê-lo, o auto de prisão em flagrante será assinado por duas testemunhas, que tenham ouvido sua leitura na presença deste.

m) Lavrado o auto de prisão em flagrante devidamente formalizado, deverá a autoridade policial remeter o mesmo à autoridade judicial, no prazo máximo de 24 horas, para que seja designada uma das providencias elencadas no art., 310, CPP.

Entretanto somente o desrespeito ao prazo máximo de 24 horas não causa o relaxamento da prisão, uma vez que estejam presentes os requisitos formais e materiais para a prisão em flagrante. Poderá, no máximo, acarretar em imputação de crime de abuso de autoridade.

A CRFB, dentre as garantias individuais, registra o direito de a prisão ser comunicada ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada (art. 5º, LXIII). A inobservância é idônea para ilícito administrativo. Por si só, entretanto, não prejudica a validade da investigação (STJ, 6ª T., RHC 6.210/GO, rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro, j. 10-3-1997, DJ, 12 maio 1997, p. 18843, Lex- STJ, 98/342).

O prazo de 24 horas também deverá ser adotado para a entrega da nota de culpa ao preso, com recibo e devidamente assinada por autoridade policial, à luz do art. 306, §2º CPP.

n) O arbitramento da fiança dar-se-á, segundo Capez, da seguinte forma:

Constatando a autoridade policial que se trata de crime afiançável, poderá conceder fiança (no valor de 1 a 100 salários mínimos), nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a quatro anos. Para pena máxima superior a quatro anos, só o juiz pode fixar (no valor de 10 a 200 salários mínimos) (CAPEZ, Curso de Processo Penal, 22ª ed., Saraiva, 2015, p. 332).

O valor da fiança deverá ser depositado mediante guia propriamente emitida e anotada no livro de fianças.

Particularidades

Relaxamento da prisão em flagrante – Vide prisão preventiva

A decretação do relaxamento da prisão em flagrante é uma das hipóteses que o juiz pode decretar após receber o auto lavrado, e só poderá ocorrer se esta for ilegal, conforme art. 310 CPP com nova redação advinda da reforma processual promovida pela Lei. n. 12.403/2011.

Para mais comentários sobre a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, vide comentários no item 6.4., alínea “b” deste trabalho.

Relaxamento da prisão pela autoridade policial

Não há de se falar em relaxamento de prisão em flagrante por parte da autoridade policial, e sim, em falar sobre a discricionariedade sobre a ratificação da ordem de prisão, como foi explicado no item 7.4.3., alínea “b” deste trabalho.

Prisão em flagrante por apresentação espontânea

Também não há de se falar em prisão em flagrante de quem se apresenta espontaneamente, uma vez que a lei (art. 304, caput CPP) prevê que o acusado deverá ser apresentado, não tratando assim do flagrante por apresentação. Esse é o entendimento de Capez (2015, p. 335) quando diz que “a lei pressupõe que o sujeito seja apresentado pelo condutor, não empregando a expressão “apresentando-se”“.

Em contrapartida, leciona ainda o autor que:

Nada impede que, por ocasião da apresentação espontânea do agente, lhe seja decretada a prisão preventiva, desde que presentes seus requisitos próprios, ou imposta, pelo juiz, outra medida cautelar alternativa à prisão (art. 282, §6º CPP) (2015, P. 326).

[…] Não há óbice, porém, para que seja imposta prisão preventiva ou temporária, quando for o caso (2015, p. 335).

 

Referências Bibliográficas

CAPEZ, Fernando. Curso de Processo Penal, 22ª ed., São Paulo: Saraiva, 2015

NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado, 9. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, 2009. p. 1049-1050.

 

Referências Virtuais

BRASIL, Código de Processo Penal – Decreto Lei n. 3.689/41. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689compilado.htm. Acesso em: 17 mai.2015

BRASIL, Código Penal – Decreto lei n. 2.848/40. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 17 mai.2015.

BRASIL, Constituição da República Federativa. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 17 mai.2015

BRASIL, Lei Crime Organizado – Lei n. 10.850/03. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12850.htm. Acesso em: 17 mai.2015.

BRASIL, Lei Crimes Hediondos – Lei n. 8.072/90. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8072.htm. Acesso em: 17 mai. 2015.

BRASIL, Lei de Representação e o processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade – Lei n. 4.898/65. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l4898.htm. Acesso em: 17 mai. 2015.

BRASIL, Lei Prisão Temporária – Lei n. 7.960/89. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7960.htm. Acesso em: 17 mai.2015.

A Origem do Biodireito e Sua Importância na Atualidade

Bioética e Biodireito

O cenário que envolve a reprodução humana assistida é estudado pela bioética, e todo seu impacto jurídico é estudo pela ciência do Biodireito.

Conceito de Bioética

O termo “bioética” atende ao significado de ética da vida, e conceitua-se pelo “[…] estudo sistemático da conduta humana no âmbito das ciências da vida e da saúde, enquanto essa conduta é examinada à luz de valores e princípios morais […]”. (PESSINI; BARCHIFONTAINE, 1997, p. 32)

A bioética está melhor contextualizada no ramo da medicina, pois é matéria que rege a ética profissional dos profissionais da saúde, mais especificamente, os médicos. Mais didaticamente, está relacionada mais amplamente à relação médico-paciente.

Entretanto, mesmo sendo na maioria das vezes relacionada às ciências da vida, o espaço da bioética ultrapassa barreiras, não se limitando à medicina. É possível que encontremos a bioética sendo discutida em assuntos que versem não tão e somente sobre genética, material genético ambiental, tecnologias reprodutivas, mas sim em todo e qualquer contexto que envolva a vida em si.

Segundo Coan (2001, p. 241), em um conceito de maior didática, a bioética significa “diálogo entre a vida e a ética (bios=vida, étike=ética), apresentando-a como uma ramificação da ética, preocupada em manter os valores morais, questionando sobre a dignidade humana as voltas com o progresso da ciência”.

Explorando ainda mais a fundo o real significado do campo de conhecimento da bioética, é correto afirmar que a bioética serve, atualmente, para valorar a dignidade da vida humana no aspecto moral, mas também atende ao campo de conhecimento e estudo destinado à determinar os limites que serão aplicados na atuação da biomedicina.

Carlin (1998, p. 17) confirma tal linha de pensamento ao afirmar que a bioética se tornou mais ampla quando adentrou “no âmbito das práticas medicinais (como) uma regulamentadora de novas práticas biomédicas, envolvendo três categorias, sendo deontológica, jurídicas e éticas, que exigem comportamento ético com a Medicina e o Direito”.

Martins-Costa e Muller (2009) definem que a bioética não se limita mais à biologia, mas sim à ética e à responsabilidade humana, deveres dos seres humanos para com a humanidade.

Segundo Camargo (2003, p. 31) a função da bioética é ofertar melhor análise dos problemas que envolvam ética profissional, seja para com os pacientes, médicos, ou a todo e qualquer envolvido à medicina e/ou pesquisas científicas direcionadas a temas que abordem a ordem cronológica da vida, do início ao fim, técnicas de reprodução assistida, transplantação de órgãos e tecidos, eutanásia, alteração de sexo, bem como toda a engenharia genética que o mundo moderno presencia.

Conceito de Biodireito

Conceitua-se na área jurídica que realiza a conexão entre direito e bioética.

O Biodireito foi desbravado pelo efetivo impacto que a ciência média e suas tecnologias começaram a exercer sob as relações jurídicas. Seu principal objeto de estudo é a conexão existente entre o direito e a bioética, tornando possível a regulamentação das atividades biomédicas, pesquisas científicas e procedimentos biomédicos que concernem a vida.

Assim, nas palavras de Tavares e Franco (2011, p. 111) o Biodireito “torna-se mecanismo para a preservação da dignidade humana, já que atua junto aos direitos fundamentais, reforçando o seu caráter preventivo e sancionador”.

O direito não pode cegar-se perante os safios encontrados com o avanço da Biomedicina. Em meio a isso, viu-se o surgimento de um novo ramo jurídico, o Biodireito, que se presta a legislar acerca das novas tecnologias científicas e suas consequências jurídicas.

Segundo Diniz (2002, p. 07), para que seja possível realizar estudos cujo objeto principal é a vida, faz-se necessário a instauração de estudos jurídicos através da bioética e da biogenética. Tal afirmação é atribuída ao fato de que a verdade científica não pode permanecer acima da ética e do direito, ou seja, em outras palavras, o avanço da tecnologia biomédica não pode ir de em desfavor da dignidade humana.

No mesmo sentido, Fernandes afirma que

[…] a ciência não pode estar acima da dignidade humana e com isso, deverá ser alvo de análise até quando poderá ser levado adiante o progresso mediante as técnicas de reprodução humana assistida para que não seja “coisificado” o ser humano, mas não podendo esquecer que o objeto da questão é a perpetuação da espécie e a realização do ser humano de procriar.” (FERNANDES, 2005, p. 06)

Ainda conforme Diniz (2002, p. 07), “verifica-se que a difícil tarefa da bioética e do Biodireito é determinar até onde a tecnologia pode avançar sem que agrida a dignidade da pessoa humana.”

Histórico no mundo

Foi em meados do século XX por intermédio do biólogo estadunidense Renssealer Potter – e seu livro Bioethics: a bridge to the future –  onde falou-se em bioética, pela primeira vez. Como retratado supra, e ainda segundo Tavares e Franco (2011, p. 111) o termo “esteve associado à ciência da sobrevivência, às questões ambientais e da saúde. Posteriormente, ligado aos avanços científicos, biotecnológicos e biomédicos”.

Seguindo de Potter, segundo Jungles (1999) “a bioética tomou notório conhecimento mundial através do Joseph and Rose Kennedy Institute for the Study on Human Reproduction of Bioethics, ou Instituto Kennedy de Bioética fundado pelo obstetra, fisiologista holandês Andre Hellegers.

À mesma época (1970) nos Estados Unidos da América foi instaurado um comitê com a finalidade de restar estabelecido os princípios éticos que embasavam as pesquisas científicas. O comitê ficou pronto somente em meados da década de 70, e ficou conhecido mundialmente como “Relatório Belmony”.

O conteúdo do Relatório Velmony versava sobre 3 (três) princípios fundamentais da bioética: autonomia – dever de respeito à autonomia individual acerca do tratamento mais adequado; não maleficência – busca pelo equilíbrio entre conhecimento científico x cuidado com a saúde do indivíduo; justiça –  dever de distribuir todo avanço cientifico à toda parcela da sociedade.

Histórico no Brasil

A regulamentação da bioética do Brasil deu-se início a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. Um marco onde fez-se presente um esboço regulatório sobre ética para pesquisas científicas cujo objeto de estudo era seres humanos.

Diniz (2002, p. 07) afirma que o direito teve que reagir à evolução científica no campo biomédico, vez que as questões ético-jurídicas tomaram demasiadas proporções conflituosas, marco considerado essencial para a delimitação da liberdade de pesquisa consoante ao artigo 5º, IX da Constituição Federal.

Em 18 de fevereiro de 1995 foi fundada a Sociedade Brasileira de Bioética.

É importante frisar que campo de atuação da bioética no Brasil vem cada vez mais se expandido, como é possível analisar pelas iniciativas significativas difundidas em cursos de graduação em medicina. Nessa linha de raciocínio, merece explanação a Resolução CNS nº 1, de 13 de junho de 1988, do Conselho Nacional de Saúde como sendo o primeiro documento oficial brasileiro regulatório sobre as normas de pesquisa da saúde.

Logo após, em 1995, o Conselho Nacional de Saúde decidiu por revisar a Resolução nº 1/88 com o fim de preencher suas eventuais lacunas não previstas à época, consoante o avanço da matéria.

No decorrer do tempo, foram editadas três Resoluções pelo Conselho Federal de Medicina, sempre visando melhor o regramento dado à matéria. Estas trouxeram maior ênfase à aplicação de regras ao assunto, entretanto, não satisfizeram por completo todas as obscuridades presentes em relação ao tratamento jurídico adequado a todas as possibilidades existentes e imagináveis, assunto que será melhor abordado no decorrer deste trabalho.

Barriga de Aluguel: Uma Prática Polêmica

O cenário fático atual relata onde nasce a problemática das tecnologias biomédicas nos dias de hoje: ainda inexiste legislação compete para o assunto. As técnicas de reprodução assistida, em especial o fenômeno da maternidade por substituição, ainda são carentes de regulamentação legislativa, mesmo sendo notório o teor de complexidade envolvida nesses casos fáticos, o que só agrava o clamor para que o Poder Legislativo exerça sua função de legislar, desocupando a lacuna legislativa que se instaurou durante todos esses anos até o presente momento.

Existe, entretanto, diversos de projetos de lei que tramitam junto ao Congresso Nacional, entretanto, nenhum destes apresenta indícios significativos de aprovação. É importante ressaltar que este precário e caótico cenário jurídico está presente em diversos países, por tratar-se de questão de grande clamor e polemico frente à população.

É inadmissível a ausência de legislação a que estamos submetidos, haja vista que a discricionariedade e a interpretação subjetiva das relações r suas consequências jurídicas podem acarretar numa total desordem dentro do ordenamento, comprometendo assim a segurança jurídica e abarrotando o judiciário com recursos à instancias superiores para equiparação de eventuais decisões discrepantes. É, sem sombra de dúvidas, urgente a necessidade de regulamentar a matéria ora estudada para que haja padronização quanto ao tratamento inerente às relações que dela advierem.

Colares apud Dias afirma:

O legislador não consegue acompanhar a realidade social nem contemplar as inquietações da família contemporânea. A sociedade evolui, transforma-se, rompe com tradições e amarras, o que gera a necessidade de constante oxigenação das leis. A tendência é simplesmente proceder à atualização normativa, sem absorver o espírito das silenciosas mudanças alcançadas no seio social, o que fortalece a manutenção da conduta de apego à tradição legalista, moralista e opressora da lei.  (apud. DIAS, 2010, p. 29)

O Código Civil Brasileiro de 2002 trouxe em seu texto resquícios de tratamento jurídico às técnicas de reprodução assistida. Entretanto, ainda que pese tais previsões, estas estão elencadas dentro da norma geral, e não trazem consigo a ínfima previsão de qual seja o tratamento adequado quanto às diversas peculiaridades oriundas dessa matéria.

Em comparação com a velocidade com que a medicina e suas tecnologias avançam, a inovação trazida pelo novo texto legal, em 2002, não pôde ser considerada como uma inovação consagrada, o que acabou por não auxiliar os operadores do direito a lidar com toda a problemática que a mutação genética pode resultar.

A explanação do tema trazida pelo diploma legal é rasa e confusa, o que pode ser notado através da leitura do artigo 1.527, Código Civil quanto à presunção de paternidade.

Diante das indagações doutrinárias acerca dos termos utilizados pelo legislador, quais sejam “fecundação artificial” e “concepção artificial fora editado o Enunciado nº 257 pela III Jornada de Direito Civil consoante ao artigo supra, a qual diz que:

As expressões “fecundação artificial”, “concepção artificial” e “inseminação artificial”, constantes, respectivamente, dos incs. III, IV e V do art. 1597 do Código Civil, devem ser interpretadas restritivamente, não abrangendo a utilização de óvulos doados e a gestação de substituição. (AGUIAR JR., Ruy Rosado de. III Jornada de Direito Civil. Brasília: CJF, 2004).

Ou seja, a presunção de paternidade na constância do casamento e/ou união estável mediante tais técnicas serão observadas a partir da aplicação do referido artigo de lei, entretanto, a interpretação do mesmo dar-se-á de forma restritiva, e não extensiva, afim de que não seja também considerado, por analogia, o cenário da doação de óvulos e sub-rogação do útero.

A frente da presente lacuna legislativa quanto às técnicas de RHA, reza o artigo 4º da Lei de Introdução Às Normas do Direito Brasileiro (BRASIL, 1943): “Art. 4o  Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.”

Com base no artigo supra, o ordenamento jurídico vem atualmente dirimindo as problemáticas existentes embasando-se numa legislação esparsa, porém inespecífica (Lei nº 11.105/2005 – normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGM) e resoluções do Conselho Federal de Medicina.

Troca de Torneira

Se existe uma coisa desagradável é aquele barulho insistente e irritante de torneira pingando, principalmente, durante a madrugada logo depois que você consegue pegar no sono. De nada adiantará ir até a pia com o objetivo de estancar o problema apertando a torneira até que o pinga-pinga pare.

Quando a torneira está pingando, isso significa que ela está pedindo um reparo. O equipamento precisa apenas de um conserto simples mais conhecido como “troca da borrachinha”. Popularmente conhecida como “borrachinha”, o item recebe o nome de Vedante e é fabricado tanto de borracha como de silicone. O acessório feito de silicone é mais durável e o mais usado atualmente.

É importante saber que nem todas as torneiras que estão no mercado fazem uso da famosa “borrachinha”. Elas se modernizaram e são chamadas de “torneiras ¼ de volta. A torneira comum é aquela que para ser aberta até o fim é preciso dar mais de uma volta inteira. Já modelos que é necessário dar 3 voltas e ½.

Por outro lado, a torneira ¼ de volta para abrir precisa de apenas um toque, pois ela conta com um reparo interno feito de cerâmica e livre da borracha.

Para realizar a troca, o primeiro passo é verificar a pia e observar quantas torneiras existem e qual é a distância entre elas. De maneira particular, podem ser duas as torneiras de banheiro e elas podem estar conectadas com o cano e assim formam uma coisa só, porém podem ser separadas. Essa informação é fundamental na hora de escolher a torneira nova. O valor das torneiras varia de R$40 a R$500. O melhor é optar por uma de qualidade, porque esse é um item que tem longa durabilidade.

Para instalar o melhor é contar com um profissional experiente como o encanador, porém nada impede que você leia as instruções que vem junto com a torneira. Atenção, pois elas poderão ser detalhadas e uteis, ou frustrantes por serem poucas. Caso prefira realizar a troca sozinho, a melhor forma é seguir as instruções dadas pelo fabricante.

A presença do encanador continua sendo a melhor opção, pois o profissional já conta com uma chave de lavatório e esse equipamento será necessário para alcançar e remover duas grandes porcas que ficam ao lado da torneira e são presas à pia.

  • Retire tudo o que estiver embaixo da pia e coloque bem longe, se possível até fora do banheiro. Depois, deixe o ambiente bem iluminado, pois isso facilitará não só para o encanador como para o marinheiro de primeira viagem.
  • Desligue o registro e as duas válvulas, girando-as como se fossem torneiras no sentido horário. Após isso, a porca que fica acima da válvula em cada um dos canos deve ser solta, a água escorre, por isso fique com um pano próximo.
  • Agora, as porcas grandes que são responsáveis por fazer com que a torneira fique no lugar deverão ser retiradas. É importante estar atento, pois podem haver uma, duas ou até três porcas.
  • Então, puxe a torneira velha com tudo o que está preso a ela para fora. Antes de colocar a torneira nova, examine a qualidade dos canos e se eles estiverem danificados, devem ser trocados imediatamente.
  • Limpe bem o local onde a torneira velha estava e agora é só montar a nova torneira e se livrar do pinga-pinga irritante.

Esse problema deve ser o quanto antes sanado, pois uma torneira pingando gasta por dia 46 litros de água e no mês 1380 litros. Se ele não for sanado o quanto antes, vão para o ralo o planeta e o seu dinheiro também.

É Hora de Compartilhar com Hospedagem de Sites Compartilhada?

Se você está comprando um hospedagem de sites na web, há uma grande chance de que você vai encontrar o termo hospedagem de sites compartilhada. Esta é uma das opções que serão disponibilizadas para você, é considerada como uma das favoritas entre as muitas opções em termos de hospedagem de sites. Ela é recomendada frequentemente para proprietários de site que querem conservar no custo. Sob o arranjo, uma certa quantidade de sites compartilhará de um servidor de hospedagem que esta por sua vez conectado à Internet.

Embora existem vários sites que compartilham um servidor comum, esses sites são efetivamente “particionados” e são mantidos separados uns dos outros. A razão para a sua relação custo eficácia é que você vai compartilhar com os outros o custo de manutenção do servidor. Compare isso com o servidor dedicado onde o servidor é o seu playground, e o custo de mantê-lo reside em suas próprias mãos. Há uma série de recursos que são exclusivos para o serviço de hospedagem compartilhada.

  • Todos os provedores de serviço terão uma administração do sistema que gerenciará o servidor.
  • Neste tipo de hospedagem de sites, são usados painéis de controle baseados na Internet ​​como o cPanel e o DirectAdmin. Para empresas maiores que oferecem esse tipo de serviço, um painel de controle mais personalizado pode ser desenvolvido.
  • Normalmente, o provedor de hospedagem é aquele que irá gerenciar o servidor – a partir da instalação do software necessário até a provisão de suporte técnico no momento em que o serviço for desativado.

Estas são as coisas que tornam esta forma de hospedagem de sites diferente do resto oferecido no mercado. Por causa de seu pequeno custo de manutenção, esta forma de hospedagem será melhor para pequenas empresas e iniciantes no mercado.

Há variações por provedores de hospedagem de sites no que diz respeito ao custo de manter este tipo de serviço de hospedagem mensal. Mas com base em uma série de recursos, o custo esperado de manter o site com servidor compartilhado será executado entre US $ 3 e US $ 5 por mês. O custo mais barato da hospedagem compartilhada é a principal razão pela qual os usuários estão assinando o serviço. Mas além disso, há também uma série de razões pelas quais esse tipo de hospedagem é recomendada.

Mas não é tudo bom com esta forma de hospedagem. Há uma série de inconvenientes, quando se está ligado a este serviço. Uma das principais queixas levantadas contra o serviço é a perda de controle e flexibilidade no servidor fornecido. No momento em que você escolher este serviço, ao contrário da hospedagem dedicada, o desempenho geral do seu site dependerá das atividades dos outros usuários.

Dicas de Mudanças

Mudar é sinônimo de renovação, transformação sugere sempre algo novo. Um novo emprego, um novo carro e sempre buscamos mudarmos para melhor, evoluirmos, mudar de atitudes, mudar as novas amizades.

E uma das mudanças que em algum momento da vida a maioria de nós passamos é a mudança residencial. Uma casa nova em uma nova cidade ou mesmo um novo apartamento num condomínio vertical em um outro bairro.

Isso é muito bom, mas o processo de mudança é complicado e minucioso. Caso não seja feito com organização e atenção nos detalhes irá lhe gerar uma dor de cabeça enorme no período de transição. E pensando nisso uma equipe de profissionais qualificados especializados na área elencaram algumas dicas fundamentais para aqueles que iram passar por esse processo.

Segue agora uma lista contendo as principais orientações para realizar com sucesso a sua mudança residencial…

Planejamento:

Essa é a pedra fundamental para toda atividade e no que diz respeito a mudança residencial é o fator decisivo para o sucesso. Organizar, separar, embalar e encaixotar todos os itens é algo de demanda tempo, não se faz de um dia para o outro, então planeje-se e aja com antecedência. Defina com exatidão o dia para realizar a mudança e comece a encaixotar e embalar os seus bens com algumas semanas de antecedência, essa antecedência varia de acordo com o volume de sua mudança, muitos itens exige muita antecedência.

Caixas:

Você vai precisar de muitas caixas, quanto mais caixas melhor para sua mudança. E a menos que você esteja confortável em gastar um bom dinheiro comprando as caixas de papelão para sua mudança, recomendo que você as consiga gratuitamente, supermercados ter sempre muitas caixas vazias que são naturalmente destinadas a doação. Então vá aos supermercados de sua região e consiga o maior número de caixas possível e de vários tamanhos.

Você realmente precisa de toda essa tralha?

Aproveite esse momento em que você está embalando tudo para fazer uma seleção do que realmente é necessário, durante a vida acabamos acumulando muita coisa desnecessária, objetos antigos que não tem mais utilidade, roupas velhas e outros. Jogue fora o que estiver quebrado ou velho demais para ser usado.

Organização:

A mudança residencial é algo que envolve várias etapas e cada uma possuí seus respectivos detalhes, sendo assim caso você não se organize, você irá passar por maus bocados durante o processo. O primeiro passo na organização é manter ao seu lado papel, prancheta e uma caneta para registrar o que você está colocando em cada caixa, enumere ou nomeie cada caixa para que você tenha o registro de o que tem dentro de cada uma das caixas. Isso facilita bastante caso você venha a precisar de algum item antes de chegar na nova residência.

As caixas são de papelão:

Pode até parecer meio obvio, mas temos que lembrar que se enchermos demais as caixas elas podem não fechar corretamente e amaçar, fazendo com que ela rasgue ou desmanche. Também não é recomendável que você coloque muitas coisas pesadas juntas, pois você terá que carregar aquela caixa para o caminhão e descarrega-la na nova residência.

Roupas:

Para as roupas que estejam nas gavetas, aproveite que elas já estão dobradas e coloque nas caixas dessa forma, isso lhe traz uma economia de tempo. Já as roupas nos cabides podem permanecer nos cabides, use um saco de lixo e evolva todas juntas e caso o seu guarda-roupas não seja desmontado para o transporte, você pode manter esses cabides dentro dele.

Almofadas e pelúcias:

Coloque almofadas e pelúcias dentro de sacos de lixo e utilize nos vãos dentro do caminhão após carregado, ou mesmo dentro de caixas com poucos objetos, isso faz com que os objetos pequenos não fiquem de um lado para o outro durante o transporte.

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