História dos Brincos

Os brincos podem ser vistos, hoje, como apenas mais um de tantos acessórios que são vistos em revistas, sites, blogs, vitrines e claro, nas orelhas de homens e mulheres em todo o mundo. Porém, os brincos têm uma longa história e relação cultural ao longo de milhares de anos da humanidade. O uso dos penduricalhos remete à 2.500 a.C de acordo com alguns estudos, crenças antigas pensavam que espíritos malignos poderiam possuir um corpo através de seus orifícios. Os primeiros brincos surgiram como amuletos para impedir que isso acontecesse. Desde então ele se manteve como parte da indumentária de diversos povos, passando por muitos significados.

Os brincos da Ásia e Oriente Médio, apresentavam formato de argolas ou pendentes com decorações elaboradas. Eles eram utilizados para designar autoridade religiosa e política dentro de impérios ou tribos. Também indicavam status social, o que não é uma caracteriza apenas dessa área geográfica, pois podemos ver nas pinturas do Renascimento, um período histórico bem mais recente,  como a falta de adornos pode indicar a posição social de alguém na época.

Durante o Império Romano, as mulheres ricas utilizam brincos para exibir seus status. Nesse caso, pedras preciosas como safiras, esmeraldas e águas marinhas eram muito utilizadas em sua decoração. Isso já por volta de 200 a.C. Na Idade Média a pobreza gerada por guerras, pestes e outros problemas refletiu na perda do uso de acessórios de metal. No entanto, o design dos mesmos foi guardado.

No século XVI os brincos começaram a voltar à moda, acompanhando a tendência de se utilizar o cabelo preso no alto, com o rosto a mostra. Podemos ver a evolução desses uso em vários quadros que representam a realeza portuguesa e francesa desde o século XVI até a fim do período moderno, com a Revolução Francesa. Mas próximo dos nossos tempos, os brincos perderam espaço no século XIX, pois os penteados voltavam a cobrir as orelhas. Além disso, a alta religiosidade cristã do período associava o uso de muitos acessórios à vaidade pagã.

No século seguinte os brincos passaram a ter seus usos mais distintos, como vemos hoje. Os brincos de pressão começaram a ser utilizados por quem os considerava mais higiênicos. Diversos modelos chegavam as lojas e de acordo com as revoluções culturais, como um acessório, o brinco também representou fases. Vemos isso claramente ao comparar seu uso nos anos 30, em que deveriam ser discretos para o cotidiano e espalhafatosos durante a noite, e nos anos 60, quando ícones da moda, como Edie Sedgwick, desfilava grandes peças em qualquer horário.

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