Entre o Desejo e a Necessidade

Todos os seres humanos querem se sentir seguros, ser reconhecidos, se sentir amados e valorizados. Há muitas maneiras de nós buscarmos isso. Alguns têm grandes carros, casas maiores ou várias casas. Alguns fazem isso como forma de realização pessoal. Seja como for, os seres humanos fazem as coisas por uma razão emocional.

Ter muito dinheiro é uma maneira pela qual nós podemos obter quase tudo o que foi citado. Alguns querem dinheiro para a segurança financeira. Alguns têm muito dinheiro para serem reconhecidos, como por exemplo o chefe da empresa em que você trabalha. Veja que sempre há aqueles que se “penduram” nos ricos, dando a eles um sentimento de ser amado mesmo sabendo que as pessoas estão lá apenas porque eles têm dinheiro.

Como você já sabe, o caminho para a liberdade financeira está nas escolhas que fazemos com o dinheiro que ganhamos. A maioria de nós precisa decidir o que queremos. Seja honesto e pergunte a si mesmo. Você já se perguntou porque quer um carro novo, uma casa nova, um computador novo ou um vestido novo? Quer dizer, a não ser que você seja um sem-teto, ou seu carro tenha quebrado, por que mudar? Isso leva à questão do querer e do precisar. Queremos algo por causa do que isto ou aquilo pode fazer por nós. Nos faz sentir bem.

Todos os seres humanos têm desejos e vontades. Mesmo sem a psicologia para explicar o comportamento humano, sabemos que precisamos de comida, abrigo e ar. Depois disso é que começamos a querer mais. Agora, muitos planejadores financeiros sugerem às pessoas a controlar seus desejos e viverem dentro de suas possibilidades, a fim de alcançar objetivos e a liberdade financeira. E é um bom conselho. Quero dizer, como você pode chegar à frente, se você sequer tem dinheiro sobrando para investir, certo?

Mas reconheça isso. Na maioria das vezes, os desejos humanos saltam de um lado para o outro. Antes de possuir um item, nós o queremos. E isso vai continuar crescendo até o comprarmos para satisfazer esse desejo. O sentimento de orgulho de propriedade, entretanto, não durou muito, e depois de um tempo, já não desejamos a coisa em questão e vamos procurar uma próxima. E o ciclo continua.

No entanto, sinto que ao invés de conter os desejos, negar nossas vontades talvez seria a melhor estratégia para canaliza-los na geração de riquezas. Canalizar os nossos recursos para uso produtivo nos ajudaria a obter independência financeira mais rapidamente. Se pudermos aprender a associar o bom sentimento pelo crescimento da nossa riqueza, então estaremos a um passo da verdadeira felicidade. Eu sei que é mais fácil dizer do que fazer, mas não custa tentar.

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