Consumo das Famílias Poderá Subir em 2016

Só em janeiro deste ano, o avanço na intenção de consumo foi de 1,3%. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a intenção de consumo registrou um aumento em janeiro deste ano. Em dezembro do ano passado a intenção de consumo já havia subido 0,1%, após mais de dez meses de queda. De acordo com a CNC, a perspectiva profissional (2,4%) ou de consumo (0,3%) e a intenção de compra a prazo (0,8%) das famílias melhoraram consideravelmente. Já nesse ano, o avanço  de 1,3% foi observado em todas as faixas de renda, tanto para famílias que recebem abaixo de 10 salários mínimos como também para as com rendimento acima da faixa.

Essa alta no índice pode ter sido influenciada por uma maior perspectiva para os próximos meses, o que aumentou a confiança das famílias em janeiro. Procurando por uma recolocação no mercado de trabalho? Acesse Jobtonic e encontre milhares de vagas em Jobtonic Campinas e em todo o Brasil.

Entre os sete componentes analisados na pesquisa, todos registraram alta em comparação aos resultados obtidos em dezembro de 2015, que já tinha registrado um suave acréscimo, dando maior destaque para a perspectiva profissional. A entidade também explica que as expectativas sobre o mercado de trabalho tiveram uma melhora de 1,5% ao longo do mês. A perspectiva de consumo também apresentou boa expectativa, com um avanço de 3,3%. Além disso, neste mês de janeiro entrou em vigor o novo piso do salario mínimo, que aumentou em R$ 92 – subindo de R$788 para R$880.

Com essa mudança, outros benefícios como o seguro-desemprego, o abono salarial e o INSS serão influenciados pelo aumento do salário mínimo. Com essa ação, o governo espera estimular o mercado de comércio e serviços, injetando mais de 2 bilhões em circulação, lembrando que esse foi o maior aumento já registrado na história.

Apesar da evolução no padrão de consumo das famílias brasileiras entre o final de 2015 e janeiro de 2016, a ICF está em nível baixo se formos analisar seu histórico, podendo vir a sofrer novas quedas. No confronto interanual, nenhum dos componentes da ICF registrou avanço, mas, sim, o contrário. Segundo dados da CNC, cerca de 72% das famílias acham que o momento é desfavorável para a compra de duráveis. Já o nível de consumo revela o 2º pior subíndice, com uma queda de 45,1% em relação ao mês de janeiro de 2015.

A entidade ainda afirma que o cenário atual do comércio havia sido marcado pela deterioração de suas vendas durante boa parte de 2015, sem contar as 945 mil vagas formais fechadas. Com base em análises sobre as condições atuais e previsões futuras da economia, estima-se que o volume de vendas irá retrair em 3,7% nesse ano.

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