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O Que é o Prouni e Como Surgiu?

Criado no ano de 2004, o PROUNI (Programa Universidade para Todos), é um programa do Governo Federal, que visa beneficiar alunos oriundos de escola públicas, que se declaram comprovadamente carentes, e pretendem ingressar em uma instituição de ensino superior.

O PROUNI contempla seus candidatos com bolsas parciais 50% e bolsas integrais 100%, cobrindo todas as despesas do curso de graduação, seja ele qual for (o curso). Para participar dessa forma de seleção é necessário que o candidato, realize a prova do Enem.

Com o resultado obtido na prova do Enem o candidato poderá se inscrever para a seleção do PROUNI. No site o candidato tem a opção de escolher cinco cursos e cinco universidades, diferentes. Um dos pré-requisitos do PROUNI é de que o candidato tenha estudado todo o Ensino Médio em escola pública, ou tenha sido bolsista em uma escola particular. Esse programa é para que pessoas de baixa renda consigam dar prosseguimento a seus estudos.

Vale a pena fazer o Prouni?

Portanto a cada ano que passa aumenta o número de candidatos que se interessam em participar do PROUNI. É um programa de muita importância para os estudantes do nosso país. No entanto não é tão simples conseguir uma bolsa do PROUNI. Para tal feito acontecer, o candidato deve ter um bom desempenho na prova do Enem. Seus resultados têm que estar acima do da média nacional, devido a concorrência.

Existem cursos como o de medicina, direito e engenharia, que são muito concorridos. Nesse caso a nota do participante tem que ser bem superior ao da media geral. Nesse beneficio é exigido um pouco mais de esforço do candidato. Criar um bom plano de estudos é um dos primeiros passos para quem deseja concorrer a uma dessas vagas. Se você deseja participar do PROUNI, reserve um tempo para estudos e leitura, realize a prova do Enem, e fique na torcida. Boa sorte!

Aplicação do Método Socrático na Orientação de Monografia

O ensino Socrático é a estratégia educativa mais antiga, e ainda hoje a mais poderosa, para promover o Pensamento Crítico, tendo sua discussão ganhado impulso nos meios acadêmicos nestes últimos anos. Com ele, focamo-nos em formular perguntas para os estudantes em vez de dar-lhes respostas. Moldamos uma mente inquisitiva e exploradora mediante a sondagem contínua, através de perguntas, sobre um tema. E este processo é também o mais eficiente para desenvolver nos alunos a capacidade de pesquisarem e redigirem seus resultados na forma de uma monografia ou um projeto de pesquisa.

Felizmente, as habilidades que se aprimoram ao enfocar-nos tanto nos elementos de raciocínio de uma disciplina, como na auto avaliação, aliadas à relação lógica que resulta desse pensamento disciplinado, preparam-nos para o questionamento socrático. Assim, a existência de um conjunto previsível de relações tem validade para todas as áreas e disciplinas. Isto se dá na lógica geral do raciocínio, pois cada área desenvolveu aquelas que têm:

  • Metas e objetivos compartilhados (que definem o enfoque da área)
  • Perguntas e problemas compartilhados (cujas soluções procuram atingir)
  • Informação e dados compartilhados (que utilizam como bases empíricas)
  • Maneiras compartilhadas de interpretar ou julgar a informação conceitos e idéias compartilhados, especializados (que usam como ajuda na organização dos dados)
  • Conjecturas compartilhadas (que lhes permitem buscar metas comuns dentro de um marco comum)

Cada um dos elementos representa uma dimensão dentro da qual se pode explorar quando se questiona a uma pessoa. Da mesma forma, toda monografia ou TCC tem o que se denomina Problema da Pesquisa, formulada a partir dos mesmos elementos ou princípios citados acima.

Podemos perguntar por metas e propósitos. Podemos explorar a natureza da pergunta, problema ou tema que se está tratando. É possível também inquirir em se temos ou não dados e informação relevantes. Podemos considerar interpretações alternativas de dados e informação. Torna-se válido, ainda, analisar conceitos e crias senhas. Podemos questionar conjecturas que foram feitas ou construídas. Podemos solicitar aos estudantes que predigam os envolvimentos e conseqüências do que estão dizendo. Podemos considerar pontos de vista alternativos. Tudo isto e muito mais, constitui o coração do interrogador Socrático e que poderá servir como norte para a atuação do professor orientador de monografias, artigos científicos e tcc.

Como aproximação tática, o questionamento Socrático é um processo altamente disciplinado. O interrogador Socrático atua como o equivalente lógico da voz interna crítica que explora a mente ao desenvolver habilidades de pensamento crítico.

As contribuições dos colegas são como outros tantos pensamentos mentais. Todos esses pensamentos devem ser tratados cuidadosa e equitativamente. Fazendo seguimento a todas as respostas mediante mais perguntas e selecionando as perguntas que permitam avançar na discussão, o interrogador Socrático força a classe a pensar de maneira disciplinada, intelectualmente responsável, ao mesmo tempo em que continuamente ajuda seus estudantes propondo-lhes perguntas facilitadoras.

O interrogador Socrático deve:

  • Manter enfocada a discussão
  • Assegurar que a discussão se mantenha intelectualmente responsável
  • Estimular a discussão mediante perguntas exploratórias
  • Periodicamente resumir o que se atendeu e
  • Resolver e o que não envolver na discussão a maior quantidade possível de estudantes.

Todos têm a ganhar com a aplicação deste método em todas as fases de elaboração monográfica: os docentes, os alunos, a instituição de ensino e mesmo a sociedade.