Cárie: Um Problema de Saúde Pública

Por volta de 30 anos atrás, boa parte da sociedade, quando criança, ficou acostumada a comer muitos doces, carnes e escovar pouco os dentes. A crise econômica e o ruído de informações sobre o assunto foram os dois principais propulsores dessa “cultura não asséptica”. Ao passar do tempo, esse racha informativo e acionário foi se apaziguando. As gerações atuais cuidam mais de sua arcaria dentária, indo assiduamente aos consultórios odontológicos e usando instrumentos de maior eficiência como fios dentais, enxaguante bucal, pastas de dentes específicas, entre outros. Contudo, existe ainda uma discrepância muito grande na coletividade brasileira para o tratamento dentário. Vários cidadãos não sabem qual a consequência de adquirir uma cárie se ela não for tratada. Alguns, se “jactam”, ilusoriamente, dizendo que nunca contraiu nenhum problema nos dentes. Profunda enganação.

A peste bubônica do século 21. Mais traiçoeira e covarde

Segundo uma pesquisa realizada pelo tutor Wagner Marcenes, catedrático da Universidade Queen Mary, em Londres, cerca de 2 bilhões e 400 milhões de pessoas no mundo todo sofrem da cárie. Nela, também se constata a indolência por parte de muitos cidadãos, que não buscam alternativas para tratar o problema, muito menos diagnostica-lo. Essas ações ratificam as estatísticas, onde alarma o forte crescimento de indivíduos que detém a complicação na fase adulta, sendo que ela é normalmente observada com acréscimo na idade juvenil. Um exemplo claro que podemos observar no cotidiano desse apontamento é o número de consultas para tratamento de canal feita nos recintos dentários.

Em uma média de 10 atendimentos, 6 são direcionados para essa área. Metade dos casos já chegam com deterioração plena dos dentes, tendo que arranca-los para suprir a dor do paciente. Aparelhos como o motor de endodontia agiliza esse processo, sem maiores sofrimentos a pessoa. Todavia, as consequências de uma simples cárie pode ser bem maior do que a perda de um dente. A organização Aliança para um futuro livre de cárie enaltece os problemas que a falta de cuidado com a doença podem causar na vida da pessoa. Complicações cardíacas e diabéticas, além de mal-estar, bacteriemia (bactérias na corrente sanguínea) e inchaço são as principais consequências do mal cuido da mazela.

Simples ações podem fortalecer uma vida

Para chegar a uma erradicação da enfermidade, várias empresas do ramo odontológico e dentistas buscam desenhar estratégias comunicacionais visando atentar o cidadão com o cuidado dos dentes. Uma das principais indicações é o desenvolvimento diário e cultural da escovação dentária. Para os profissionais do ramo, escovar os dentes de maneira correta, esfregando-os com calma, leveza, sem machucar a gengiva, usando o fio-dental logo após para tirar os resíduos restantes e finalizando o processo executando bocejos com enxaguantes bucais é fundamental para o fim dessa moléstia.

Sobre Este Autor

Postar uma Resposta