Brasil – O País que Não Respeita Deficientes

Quando uma mãe projeta ter um filho, ela sonha que seu bebe nasça com saúde e estrutura física plena. Porém, em alguns casos, não é bem isso que ocorre. A vida prega surpresas e desafios de variáveis proporções, como a inserção de deficiências na vida do novo ser.

Mas, vamos pressupor que a criança tenha nascido saudável. Mas, em algum percalço de sua caminhada, sofra algum acidente ou adquira certa enfermidade, ocasionando amarguras. A incitação começa a rodear a pessoa, se transformando na grande válvula motivacional de existir.

Algumas famílias, ao ver essa situação, começam a entrar em apuros. Mais à frente, buscam objetivar soluções para sair dessa crise. Aos poucos, despertam para a realidade e vivenciam ela com naturalidade. Todavia, uma pergunta fica pairando no ar: Porque, antes de ter um filho, a mãe não deseja tê-lo com sequelas ou que ele nunca adquira limitações ao longo da vida?

Uma resposta básica responde esse questionamento: Não querer observa-lo sofrendo. As justificativas desse padecimento são inúmeras, como assistir ao desenvolvimento do filho sem necessitar de ajudas paralelas ou não querer vê-lo sendo repudiado na hora da socialização. Mas será que só essas justificativas são válidas? A construção delas não parte de uma vertente administrativa e cultural? Muitos desses desejos são construídos pela própria coletividade.

A urbanização falsa corre nos sangues tupiniquins.

Segundo dados do instituto brasileiro de geografia (IBGE), aproximadamente 45 milhões e 600 mil pessoas desenvolvem algum tipo de deficiência no Brasil. Esses números correspondem a quase um quarto da população (23,91%). Por ser um volume alto de cidadãos, a socialização deveria ser conciliatória. Porém, essa ação não acontece como o imaginado.

Problemas de locomoção urbana, falta de espaços públicos e privados exclusivos para deficientes, desrespeito contra a pessoa necessitada, criação de preconceitos são alguns dos vários problemas observados diariamente no Brasil. O país anda em “marcha lenta” quando o assunto é acessibilidade, bem diferente de outras nações.

Em países como Canadá e Estados Unidos, os deficientes são cada vez mais associados ao ritmo das cidades. É comum, nessas localidades, um cidadão ir a determinado restaurante e encontrar garçons surdos e mudos atendendo. Em outras ocasiões, essa ação seria vista como impensável ou oportunista. Entretanto, o funcionamento dessa ideia, atualmente, ratifica a diferença entre países de pensamento desenvolvido para os subdesenvolvidos. Mas, algumas intervenções no Brasil buscam mudar esse paradigma.

Soluções são propostas, mas a ajuda governamental nunca aparece.

Várias redes hoteleiras, resorts e empreendedoras imobiliárias estão desenvolvendo projetos com o objetivo de construir espaços inteligentes para deficientes. Apartamento adaptado para cadeirante, inserção de rampas para locomoção, posicionamento correto de corrimãos são algumas das novidades confeccionadas.

Porém, a forte burocracia somada com altos preços interrompem boa parte das edificações. Muitas empresas reclamam e pedem maior atenção das autoridades competentes para mudar esse quadro alarmante e vergonhoso. Mas a resposta quase nunca vem e a falta de incentivos para elevar essas iniciativas são frequentes.

Conclusão do fato:

Em suma, enquanto o Brasil for administrado por pessoas que pensam no seu próprio ego, esquecem de olhar para seus eleitores e ratificam, direta ou indiretamente, o racha social, dizendo que pessoas deficientes são especiais, seremos um país de pensamento e atitude subdesenvolvida. Elas são tão iguais e normais como aqueles que andam com as duas pernas, comem com as duas mãos e pensam como verdadeiros ignorantes boçais.

Sobre Este Autor

Postar uma Resposta