Ambiente Doméstico: Da Segurança para o Risco

Sexta-Feira, 6 horas da manhã. O sol nasce sobre milhões de pessoas. Mais um dia amanhece, e junto com ele, as novas e velhas atividades. Acordar, levantar, tomar café da manhã, se banhar, escovar os dentes, vestir a roupa, criar coragem e encarar mais um capítulo vivo da história.

Durante o passar das horas, várias atividades surgem para a concepção desse roteiro pontual. O primeiro bom dia nunca é o mais verdadeiro. Junto com ele, vem a golada inicial de café e o início do suor colaborativo. A camisa começa a emanar odores exaustivos de dedicação, ou não.

Horário de almoço é a famosa hora da fofoca. Comer devagar? Nem pensar. O tempo urge, e o dinheiro não espera garfadas cheias de arroz e feijão. A correria se intensifica, dessa vez em torno dos minutos finais da labuta. O número de atividades dobra, as pernas, o raciocínio corre mais que os centésimos de segundos do big-ben. Até que chega a grande hora.

O humor carrancudo muda radicalmente para um sorriso de criança. O trabalho é coisa do passado, agora a casa é o destino mais desejado e visto como seguro. Porém, para chegar até lá, novos percalços surgem. E a habilidade, somada com a fantasia do relaxamento mental e corpóreo impulsiona a todos.

A abitolação do mundo externo cega a sagacidade interna

Ao chegar no lar doce lar, o estresse abaixa. As correntes sanguíneas desincham e o momento do suspiro chega. Horas depois, os pensamentos sobre o dia norteiam variadas ações. E uma pergunta paira: Como consegui superar tudo isso? Sou um “super-homem”! Logo a seguir, na rapidez de atender um telefonema na sala, o cidadão escorrega na escada, quebra a perna e perde o dia e algumas semanas.

Ou seja, em apenas um instante, dentro de sua casa, considerado o lugar mais seguro, para ele, do mundo, toda a luta de um dia, no seu trabalho, se transforma em dor e raiva por semanas.

Na debandada do dia a dia, as percepções em torno dos desafios que encaramos costumeiramente são exatas e cristalinas. Junto com elas, os pensamentos sobre a falta de segurança e estrutura para superar esses obstáculos enfatizam e emerge nossos triunfos. Contudo, essa mesma visão aplicada externamente não é sequer vista dentro de nossos domicílios, principalmente na questão da segurabilidade.

Elementos mostram que se sentir seguro em casa vem sendo uma missão bem difícil de conquistar

Segundo dados do ministério da saúde, acidentes com lesões não intencionais são as principais causas de óbito em crianças de um a 14 anos no Brasil, tendo uma média de 5 mil mortes e 110 mil hospitalizações. Com a classe idosa, os números não fogem muito.

O sistema único de saúde (SUS) declarou que, aproximadamente, 1/3 dos motivos de consultas clinicas realizadas por idosos no brasil (acima de 60 anos) são oriundos de lesões traumáticas, sendo que 75% delas ocorrem nas residências.  Alguns médicos explicam que ações simples diminuiria, consideravelmente, esses dados.

Um exemplo seria a inserção de chapas xadrez na concepção dos degraus em uma escada. Além de ser um produto resistente, ela detém um relevo antiderrapante, diminuindo o desenvolvimento de um possível acidente no subir e descer dos estribos.

Conclusão do Caso

O verdadeiro “super-homem”, em suma, deve ser a pessoa que não se cegue para possíveis problemas internos de sua residência. A segurança, externamente, está abalada e pouco garantida na maioria dos lugares. Todavia, não adiantar ter um olhar tão criterioso fora de seus domínios e não conseguir observar os devaneios intrínsecos. O herói sempre se salva antes de proteger os outros.

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