A Importância da Agricultura Familiar Orgânica para o Brasil

O Brasil, apesar de caminhar cada vez mais na direção do desenvolvimento, ainda tem nas agricultura e pecuária suas principais atividades econômicas. A maioria dos brasileiros ainda vive nas zonas rurais ou próximas delas e seus sustento, direta ou indiretamente, depende desta atividade primária. Ainda se fala em reforma agrária e os pequenos agricultores ainda reivindicam muitas coisas, principalmente divisão da terra mais justa e maiores subsídios do governo para o trabalho no campo.

A presidente Dilma Roussef parece entender que o Brasil ainda depende muito da atividade rural e que os pequenos agricultores têm um papel fundamental no equilíbrio econômico e social do Brasil. Sem querer entrar no mérito se foi por pressão ou não, ela anunciou em junho o Plano Safra da Agricultura familiar, que destinará 18 bilhões de reais para os pequenos do campo. Além disso, criou incentivos para agricultores convencionais converterem suas produções para a agricultura orgânica, atráves do programa Brasil Agroecológico.

Realmente, estes programas mostram que a presidente Dilma parece estar atenta ao seu redor, e dando passos importantes no caminho da redução da pobreza, desenvolvimento sustentável e buscando mais equilíbrio do desenvolvimento social brasileiro. Os grandes latifundiários sempre dominaram o Brasil, exportando enormes quantidades para o exterior todos os meses. O pequeno agricultor, muitas vezes, se vê em situação difícil, pois não sabe como competir com os maiores. Agora, a expectativa é que aqueles que realmente quiserem e aproveitarem o momento, vão conseguir aprimorar suas produções, buscar outros produtos, que exigem maiores investimentos, e competir no fornecimento de supermercados, restaurantes e hotéis.

O mercado de orgânicos também vem formando seus conglomerados, com grandes marcas especializadas neste nicho, como Native, Viapaxibio, Korin e Cultivar. No entanto, os pequenos agricultores têm um maior espaço pois os preços são mais justos para eles, que não se sentem explorados. Ainda, como a produção de alimentos orgânicos é pequena, os menores cumprem um papel fundamental de abastecimento. As feiras de alimentos orgânicos se multiplicam por todo o país, onde se consegue comprar estes produtos bem mais em conta que nas grandes redes e, muitas vezes, com mais qualidade.

Até mesmo grandes empresas e restaurantes começam a perceber o valor da agricultura familiar no suprimentod de produtos orgânicos e estão optando por eles, em vez de empresas maiores e famosas. O selo de certificação orgânica é importante para comprovar a autenticidade de origem deste tipo de produto, mas a venda direta do pequeno produtor dispensa o selo, o que dispensa também embalagens plásticas ou de papel/isopor, o que é bom para eles e para o meio ambiente. A Saúde Delivery, loja virtual especializada em alimentos orgânicos no Rio de Janeiro optou por grupos familiares para seus fornecedores. Os produtos são super frescos, comprados direto com os grupos familiares. Por isso, não são vendidos em embalagens timbradas e nem trazem o selo estampado neles, o que não é importante, uma vez que todos possuem o certificado de confomidade orgânica, pela ABIO, através do Sistema Participativo de Garantia. O certificado atualizado é a garantia, tanto quanto um selo colado em embalagem.

Assim, acredito que a agricultura orgânica, sobretudo a familiar, possa contribuir para o equilíbrio social e econômico do Brasil. Os pequenos, juntos, são a maioria e, através do incentivos a se converterem para os orgânicos, a terra, a água e o ar, além dos próprios trabalhadores, são mais preservados. A presidente Dilma está, portanto, dando um passo acertado, jamais dado antes, que beneficiará aqueles que mais precisam: os pequenos agricultores que querem trabalhar, preservar a natureza e ter maiores condições de comercializar sua produção nas cidades próximas.

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